segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Filhos Ingratos

Autora:Eliana Barbosa*

Um dos maiores desafios na vida em família, a meu ver, está na convivência entre pais e filhos. Assim como temos visto em várias novelas da TV brasileira, a vida real, infelizmente, também nos mostra algumas mães e pais totalmente decepcionados com filhos ingratos e alguns até cruéis.
Então, como você – pai ou mãe – deve agir diante dessa situação?
Em primeiro lugar, entenda que seu filho vê em você a imagem que você mesmo vê e transmite para o mundo – a de uma pessoa que não se valoriza e faz tudo pelos outros, na vã tentativa de ser amada e reconhecida.
Para que seu filho reconheça suas qualidades e o respeite, tome a atitude de se amar mais do que a qualquer outra pessoa. Dê um basta nessa superproteção em relação aos filhos e comece a cuidar de quem é mais importante em sua vida: VOCÊ! Isso não é egoísmo, e sim um resgate da sua autoestima, do seu amor próprio. Só com a autoestima abastecida você é capaz de amar com equilíbrio e educar com limites.
Abandone o amor permissivo e adote o amor exigente por seu filho. Ele precisa entender que você o ama, mas você não gosta e não vai aceitar as atitudes erradas dele. Consciente de que você fez o melhor por seu filho, fale e aja com firmeza no sentido de não permitir mais desacatos, e exija que ele o respeite.
Aceite que, por mais exemplos bons que você tenha dado ao seu filho, ele fez a escolha de ignorá-los. Sua boa influência está com ele, mas se ele optou por seguir o caminho da ingratidão ou da desonestidade, a única coisa que você pode fazer é rezar por ele e seguir sua própria vida, sem rancores e cobranças. Isso mesmo, que você perdoe ao seu filho para se libertar de mágoas que, mais dia menos dia, acabarão manifestando-se em forma de doenças. Perdoar não é aceitar, é apenas não se prender às dores do ressentimento. Cuidado: é grande o número de pais e mães que adoecem, numa busca inconsciente de atenção e carinho dos filhos. Não caia nessa armadilha e cultive sua fé na certeza de que seu filho, antes de ser seu, ele é filho de Deus.
E, com essa dolorosa lição que a ingratidão em família pode lhe trazer, daqui para frente tome cuidado com as expectativas e idealizações. São elas as grandes responsáveis pelas decepções.
Lembre-se: ninguém muda ninguém, a não ser a si próprio. Cada pessoa tem sua natureza e o livre arbítrio de escolher acordar ou não para a vida. Por isso, não perca mais tempo tentando mudar seus filhos. Permaneça firme como bom exemplo para eles e decida, hoje mesmo, buscar seus recursos internos para ser feliz, sem jamais condicionar sua felicidade a quem quer que seja!

(*Eliana Barbosa é apresentadora de TV, palestrante e autora de diversos livros no campo do auto-desenvolvimento).


Pais e filhos, uma relação de ingratidão e amor

por Bernardino Nilton Nascimento - bn.nascimento@uol.com.br

A ingratidão é uma úlcera em nossa alma, que um dia há de desaparecer do planeta. A ingratidão, sob qualquer forma, expressa o verdadeiro sentimento de quem a carrega, produzindo incontrolável mal estar onde se apresenta.

O ingrato é aquele que retribui o bem com o mal, a generosidade com a avareza, a simpatia com a aversão, o acolhimento com a repulsa, a bondade com a soberba. É sempre um atormentado que espalha insatisfação. A ingratidão, além de detestável, mancha a moral dos filhos para com os pais. Ela se eleva a proporções extremas, por ser um alarmante ato de rebeldia contra a criação Divina.

O filho ingrato é cruel com o coração dos pais, incrédulo carrasco que não se comove com as doloridas lágrimas maternas, nem com as angústias penosas do sentimento paterno.

Com a desagregação da família, que se observa generalizada na atualidade, a ingratidão dos filhos torna-se responsável pela presença de várias feridas morais no afundado organismo social, cuja terapia se apresenta complexa e difícil.
Todavia, filhos há que receberem dos pais as profundas demonstrações e testemunhos de sacrifícios e carinho, aspirando a um clima de paz, de saúde moral e de equilíbrio, nutridos pelo amor.

Aos filhos, compete amar os pais, mesmo quando negligentes ou socialmente fora de moda, por que é do código Superior da Vida. O impositivo é honrar pai e mãe, sem ter vergonha do seu jeito e de sua aparência, muitas vezes cansada pelas noites mal dormidas e o choro escondido pela ingratidão. 



 

 Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém... Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim... E ter paciência para que a vida faça o resto...
William Shakespeare


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Abraço caloroso...

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